Usar software livre ou não?

Após uma peça de teatro e uma palestra entitulada Software Livre e a Matrix acho que bastante gente aqui no Campus Party já conhece software livre, pelo menos na parte de sua ideologia. Mas e quem quer usar e não sabe por onde começar ?

Existem muitos medos e dúvidas nessa migração: Como vou assistir músicas, filmes, conversar no messenger ? Tudo é uma questão de se adaptar. Hoje em dia já existe bastante documentação, inclusive em português. Cabe lembrar que o Linux é distribuido em distribuições que são pacotes com o Kernel mantido pelo Linus e muitos outros programas. Algumas distribuições são voltadas para servidores por sua estabilidade, outras para usuários mais leigos. Cada uma segue uma "filosofia", que geralmente é descrita em sua página (e é recomendável que você leia antes de fazer o download).

Mas tudo bem, medos são comuns (eu também tive). Mas faça uma experiência: use um dual boot. Se você tem um Windows rodando, instale o Linux paralelamente e tente utilizá-lo para algumas tarefas básicas como navegar na internet, conversar no messenger. Se você não for gamer e nem utilizar um software específico para trabalhar, vai ver que migrar para Linux é uma boa escolha.

Já ouviu falar de Linux pegando virus? Muito dificil né ? O Linux, por padrão, só permite que modificações que podem derrubar o sistema aconteçam se você autorizar (o chamado root). Logo, você (ou uma coisa maliciosa ativada "sem-querer" por você) não pode apagar todos os arquivos, só se você digitar a senha do root (que você deve utilizar tomando cuidado). O único risco que você corre ao executar scripts mal intencionados é apagar seus arquivos pessoais, invasões também são menos comuns (mas mesmo assim você deve ter um firewall).

Se você estiver no Campus Party, basta me procurar. Se você não estiver, boa sorte e me mande um email ou um comentário contando o resultado ou se tiver alguma dúvida. Se você não sabe que distribuição utilizar, me mande um email. Não vou falar de distribuições aqui pois você pode se sentir obrigado a usar alguma só porquê eu disse aqui (quando talvez esta seja muito pesada para seu computador).

 

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Vale a pena proibir Jogos?

Foi manchete em muitos jornais que o Counter Strike (vulgo "CS") seria proibido no Campus Party. Para quem não sabe, o CS foi proibido no Brasil sob a acusação de estimular à subversão da ordem social, atentar contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública.

A proibição de jogos é um assunto bastante polêmico e parece ter mais efeitos positivos que negativos para sua distribuição. Isso já aconteceu com o Grand Theft Auto (vulgo "GTA") e também com outros jogos. Os gamers, nesses casos, costumam buscar esses jogos proibidos na internet e nos camelôs. Não há como controlar a internet e nem muito menos acabar com os camelôs, logo quem quiser o jogo, com certeza consegue.

O fato deste ser proibido, aumenta muito sua demanda. Afinal, quem não quer saber os motivos que o levaram a ser proibido ? E quanto ao CS (que já é antigo), este é o jogo mais popular de Lan Houses que devem desinstalá-lo das máquinas, o que ocasionará a diminuição de seu público e por fim falirá empresas e deixará pessoas desempregadas. Tudo isso será causado por uma decisão que terá mais resultados negativos que positivos. Vale a pena ?

Aqui no Campus Party há campeonatos constantes de Counter Strike, mas sem a ajuda da organização do evento. Há a distribuição de panfletos avisando isto e convidando as pessoas a jogarem. Não vou jogar pois seria motivo de risadas dos outros (acredite, sou muito ruim). Mas que fique claro que hoje não são leis sem sentido que governam o que passa ou não passa pelas placas de rede. A era da riqueza das redes está aí e as decisões que parecerão justas apenas para uma minoria, irão definhar.

 

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Só por prazer

Mais um post ao vivo do Campus Party!

Esses dias eu li o livro de Linus Torvalds (o criador do Kernel do Linux), entitulado "Só Por Prazer". Esse livro é bastante interessante, pois conta não só sobre sua vida (incluindo seus primeiros passos no computador), mas expõe seu ponto de vista sobre diversos assuntos como Software Open Source, copyright e sobre o "sentido da vida".

O sentido da vida, para Linus Torvalds: primeiro é um estágio de sobrevivência, seguido por um estágio "social" para depois virar entretenimento. Um exemplo bem simples: a guerra. Nas tribos antigas, era uma questão de sobrevivência (afinal nem sempre a comida era tanta), depois virou algo que envolvia sociedades (disputas por melhores terras e recursos), para hoje ser tratada quase que como um entretenimento (Quantas pessoas não assistem a CNN que mostra imagens de conflitos pelo mundo?).

Linus, por seus feitos, pode ser considerado nerd. Mas quem não o conhece, certamente julgaria que ele fosse um cara que ficasse 25h por dia em frente ao seu pc. Mas não, Linus é casado, tem três filhas, uma BMW e gosta de dormir a noite (e noites bem dormidas). Não é certamente uma das pessoas mais comunicativas e sociais como o Steve Jobs é, mas também tem seu carisma (liderar o desenvolvimento do Kernel requer muito disso) e sabe lidar com os desenvolvedores para mantê-los trabalhando com satisfação.

Linus também conta um pouco de sua experiência como mantenedor do Kernel, como funciona sua tomada de decisões e como foi a criação do Kernel, sua explosão de popularidade e seu emprego na Transmeta. Há algumas histórias engraçadas: Linus só terminou o Kernel do Linux (que já estava em grande parte feito e funcionando), porque, sem querer, apagou a partição do Minix instalado em sua máquina, então só poderia utilizar seu sistema quando terminasse o Kernel.

È um livro que vale a pena ler, não só se você gosta de Linux, mas se você também quer conhecer uma das mentes mais brilhantes do Software Livre e da programação mundial.

 

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