Archive for Linux

I Encontro Brasileiro de Usuários Archlinux

Na quarta feira (dia 24/04) aconteceu o I encontro de usuários brasileiros do Archlinux no FISL. O encontro contou com 4 palestras:

  • "Introdução ao Archlinux" por mim mesmo;
  • "From * import Arch" pela Kessia "even" Pinheiro;
  • "Archlinux Brasil - O que somos seremos e fomos" por Douglas Soares de Andrade
  • "Construindo pacotes para o Archlinux" por Hugo Dória

Nosso objetivo principal foi apresentar nossa comunidade e nossa distribuição, falando dos principais motivos que nos fazem usar o archlinux e sobre o início da sua comunidade. Também fizemos uma palestra mais técnica para ensinar sobre os pacote

Meus slides estão disponíveis para download no meu site aqui. Se você quiser dar uma palestra parecida, fique a vontade para usar meus slides (só coloque meus devidos créditos :-) ).

 

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Revisando a tradução de Software Livre

Depois de falar de tradução, vem o que devemos fazer depois: a revisão da tradução. Além de corrigir pequenos erros de digitação e ortografia que todos eventualmente cometemos também é necessário ver se a frase como um todo traduzida faz sentido e isso também é um papel da revisão.

Alguns erros mais básicos podem ser corrigidos com um programa chamado pofilter (para instalá-lo procure por translate-toolkit no seu gerenciador de pacotes preferido) que lê todo o arquivo po e verifica alguns tipos de erros básicos como espaços a mais ou pontuação diferente no final da frase traduzida. Ele possui 46 filtros (que você pode ver com a opção -l) diferentes que podem ser ativados ou desativados. Uma opção de desativação que uso muito é a de mostrar frases não traduzidas: como eu executo o pofilter a cada N frases traduzidas, eu já sei que haverão muitas mensagens não traduzidas, então nessas verificações intermediárias eu desativo este filtro. Há também opções como --gnome, --kde, --mozilla e outros semelhantes que fazem as verificações padrões para estes projetos. O pofilter também te dá a opção de corrigir automaticamente sua tradução, mas não sou muito fã dessa opção pois ele ás vezes te dá muitos falsos positivos e como somos mais inteligentes que computadores, podemos decidir e corrigir a tradução pessoalmente (e fazendo isso, diminuimos a chance de cometer esses mesmos erros no futuro).

Com os erros mais básicos corrigidos com o pofilter, devemos ler o arquivo todo para verificar inconsistências (termos traduzidos de duas maneiras diferentes quando se referem as mesmas coisas), erros bobos de digitação incorreta e erros de concordância e regência que garantem uma boa qualidade da tradução. Uma outra alternativa mais simples é pegar um diff (com a opção -u) do que você traduziu e rever somente o que você fez (já que você já revisou enquanto traduzia o resto).  E nas frases mais longas sempre leia a frase novamente para ver se está fazendo sentido.

Próximo capítulo desta série é: traduzindo com efetividade :-) . Nele pretendo dar algumas dicas de como traduzir um software livre com efetividade.

 

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Framebuffer bacana no Arch

ATENÇÃO: Embora o blog tenha uma licença Creative Commons, esse post é licenciado sobre a GNU FDL, pois boa parte dele foi retirado do Wiki do Archlinux no verbete Grub.

Uma das coisas chatas do Archlinux que eu não sabia configurar direito é o Framebuffer. Nunca conseguia fazer do jeito que eu queria e sempre dava alguns erros meio inexplicáveis e por isso me conformava. Com a nova versão do Arch, vi um link muito interessante no arquivo /boot/grub/menu.lst , esse link apontava para uma sessão do verbete do Grub no Wiki oficial. E lá vi uma coisa muito procurada por mim: um programa que me passava uma configuração correta para o framebuffer!

Aqui vai então o tutorial traduzido:

Como root, instale o lrmi:

 
pacman -S lrmi
 

Vá para um console (Ctrl+Alt+F1 (pode ser tecla de F1 a F6)) e digite o seguinte comando (como root):

 
pacman -S lrmi
 

Ainda como root, execute o seguinte comando:

 
vbetest
 

Deverá aparecer algo como isso:

vbetestrunning

Os números entre colchetes estão relacionados com o framebuffer que seu computador tem suporte. Agora teste a configuração desejada: escolha um dos números e digite o seguinte comando (ainda como root, substituindo XXX pelo número):

 
vbetest -m XXX
 

Na minha detecção, eu testei com o seguinte parâmetro:

 
vbetest -m 354
 

Deverá aparecer uma tela quadriculada, de um gradiente indo do azul para o verde. Esse é o teste. Ficou feliz? Agora é só colocar no /boot/grub/menu.lst. Para isso você terá que somar 512 ao número (vou chamar essa soma de YYY).

Como sou cauteloso, o que eu fiz foi o seguinte: copiei uma entrada do grub funcionando, chamei ela de Arch Linux Framebuffer (é só alterar o title) e adicionei no final da linha kernel vga=YYY. No meu caso eu coloquei vga=866. Agora é só reiniciar e correr pro abraço :-)

Espero que essa dica tenha sido útil.

 

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Guia de instalação do Archlinux (quase) lançado!

É com muito orgulho que anuncio que o guia de instalação da versão 2009.02 do Archlinux está quase lançado! O guia foi feito com a contribuição de cinco pessoas: Eu, Hugo Dória (que contribuiu escrevendo muitas seções), Corvolino (que fez a revisão do guia), Daniel Balieiro (que fez muitos screenshots) e Farid Abdelnour (que arrumou as bordas das fotos)!

E ai vem a pergunta: por que "quase" lançado? Estamos ouvindo feedbacks e sugestões de usuários. Você acha que deveríamos falar de alguma coisa extra? Este é o momento para você dar seu feedback, seu comentário, sua sugestão ou sua crítica.

 

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Meu primeiro pacote no AUR: Conduit

Após adicionar o pacote conduit no repositório da comunidade brasileiro do archlinux, foi relatado que este software estava com problemas no seu modo gráfico.

Após tentar alguns work-arounds descobri (com a ajuda do Jorge Pereira (btw valew!))  aonde estava o erro: a biblioteca pygoocanvas (uma das dependências) estava terminando inesperadamente como resultado de um Segmentation Fault.  E o problema parecia ser ainda maior: o pygoocanvas baixado do repositório do gnome rodando no archlinux estava dando Segmentation Fault. Depois de um bug report, o pacote foi atualizado para uma versão mais antiga (vulgo downgrade) pelo DSA (btw valeu!) e agora o pacote está compilando e funcionando.

Ao comunicar isso na entrada do Conduit no AUR, o mantenedor anterior me ofereceu a adoção do pacote e agora sou o mantenedor deste pacote.Por isso, se você utilizar esse pacote no archlinux, você já tem para quem reclamar :-) .

 

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MSN não funcionando no Pidgin [Resolvido]

Hoje quando executei o pidgin, vi que o protocolo MSN não estava funcionando. Um conhecido me contou que isso era por causa dos servidores da M$ que não aceitam uma determinada versão do protocolo MSN(ah o Adium é pra OSX mas usa a mesma lib de Mensagem Instantânea do Pidgin, a Libpurple). Li no BR-Linux sobre um plug-in chamado msn-pecan que é um fork do plug-in de conexão do MSN e que não teve esse problema. Já adicionei o plug-in no repositório do archlinux-br. Então, se você usa Archlinux e tem nosso repositório na sua lista, é só necessário fazer um pacman -S msn-pecan.

Para utilizá-lo basta adicionar uma nova conta de Mensagem Instantânea no Pidgin no protocolo WLM (ele também tem uma borboleta) com suas informações do MSN.

 

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Pidgin 2.5.3 lançado

É com muito orgulho que anuncio o lançamento da versão 2.5.3 do Pidgin! Fico cada vez mais orgulhoso de ajudar em um projeto tão bem sucedido e com tantos usuários. Você pode ver o changelog aqui.

É o quinto release com a responsabilidade de traduções minhas. Espero que gostem da nova versão e peço que se ncontrarem algum erro em alguma frase me comuniquem para que a correção possa ser feita.

As maiores mudanças estão nos protocolos XMPP e MSN, que estão entre os mais usados no Brasil . Então, se você utiliza um destes, sugiro que atualize seu Pidgin.

 

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Gerando boas senhas com o pwgen

Gerar senhas é sempre uma coisa não tão trivial. Uma maneira razoável pode ser apertar teclas aleatórias do teclado, mas aí podem sair senhas com caracteres indesejados. O interessante seria uma ferramente que pudesse criar senhas aleatórias porém memorizáveis e com uma certa característica (com ou sem caracteres especiais,números, maiúsculas).

Uma ferramenta que comecei a usar para isso e que foi bastante útil foi o pwgen . Esse programa, de apenas 31kb, e que roda no shell, pode criar senhas com ou sem maiúsculas, com ou sem números, com ou sem símbolos, com ou sem caracteres ambiguos (por exemplo l, 1, 0 e O que podem ser confundidos com 1,l,O e 0 respectivamente). Por padrão ele gera senhas fáceis de serem memorizadas   e por isso não tão seguras como senhas "completamente" aleatórias (para senhas completamente aleatórias utilize a flag -s), por isso senhas geradas sem o argumento -s NÃO devem ser utilizadas em lugares nos quais podem haver ataques de força bruta para descobrir senhas (servidores de SSH por exemplo) .

Sua utilização é simples. Se não dado nenhum argumento e a saída for a saída padrão ele imprime 160 senhas de tamanho 8 organizadas em colunas. Se for utilizado somente um argumento, este argumento será o tamanho das senhas (obviamente, deverá ser um inteiro). Se forem utilizado dois argumentos, digamos x e y ,em ordem, x será o tamanho das senhas e y será o número de senhas.

Para personalizar as senhas geradas, pode-se utilizar algumas flags:

  • -0, --no-numerals : Não inclui números nas senhas geradas;
  • -1 : Imprime uma senha por linha;
  • -A, --no-capitalize: Não inclui letras maiúsculas nas senhas geradas;
  • -B, --ambiguous: Não usa caracteres que podem ser confundidos ('1' e 'l' por exemplo);
  • -c, --capitalize: Inclui no mínimo uma letra maiúscula nas senhas geradas;
  • -n, --numerals: Inclui no mínimo um número nas senhas geradas;
  • -H, --sha1=arquivo: Utiliza um arquivo como "semente" para gerar senhas. Isso torna uma senha reprodutível (i.e. você pode gerá-la denovo), mas se esse arquivo for obtido por alguém que queira invadir sua máquina, suas senhas poderão ser descobertas;
  • -s, --secure: Gera uma senha completamente aleatória (e portanto dificil de lembrar);
  • -y, --symbols: Inclui no mínimo um caracter especial na sua senha. (Não gosto muito disso pois posso estar num teclado desconfigurado);

Para aprender mais, leia o man. Uma boa dica para uso é em scripts que administradores de sistema normalmente usam para adicionar usuários em uma rede.

Se você usa Debian, Archlinux ou Ubuntu basta procurar no seu gerenciador de pacote para instalar o pwgen.

 

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Softwares Livres que universidades poderiam utilizar para facilitar a vida de seus alunos

Muitas universidades só cumprem o papel de ensinar coisas a seus alunos. Não que isso não seja bom. Ao meu ver é pouco. Imagine se sua universidade dispusesse de ferramentas para melhorar a interação entre seus estudantes e professores? E não digo somente faculdades de exatas. Qualquer tipo de faculdade.

Aqui sugiro alguns softwares livres que uma universidade poderia utilizar para melhorar a interação entre seus estudantes, ajudá-los a construir conhecimento e melhorar sua produtividade.

Requisitos ? Um servidor e um administrador de redes.

  • Mailman : Imagine como seria útil os alunos conversarem entre si por meio de uma lista de discussão? O assunto pode ser a matéria da próxima prova, ajuda mútua em trabalhos ou até mesmo o vídeo novo engraçado do Youtube. Minha turma possui uma lista de discussão muito ativa e isso é muito interessante.
  • Wiki : Um wiki é uma coisa muito intessante, pois começa vazia e o conteúdo vai sendo construído pelos alunos. Claro que exige que as pessoas contribuam bastante. O curso de ciências moleculares da USP possui um e é muito interessante. A quantidade de informações sobre as matérias e sobre o curso que você encontra ali é gigantesca.
  • Controle de Versão (SVN, CVS ): Imagine os alunos poderem controlar as versões de seus trabalhos e poderem retornar a uma versão antiga, salvando backups a cada versão? O pessoal de um curso de exatas pode se beneficiar muito disso, gerenciando as versões de programas e diretórios.
  • Moodle ; O Moodle é uma ferramenta de ensino a distância, mas pode ser muito bem aplicada a cursos presenciais. Um exemplo é a submissão de programas em um curso de computação ou de relatórios num curso de laboratório. Pode ainda avisar os alunos das notas de prova e servir como um registro das atividades de um curso. È uma excelente ferramenta na interação professor-aluno que possui muitos recursos como fórum, wiki, chat e etc. O IME-USP e a PUC-SP já usam.
  • Jabber : Um instante messenger da universidade para os alunos pode ser bastante interessante. O Jabber é um protocolo aberto de Instant Messenger, com muitas opções livres de servidor como o Open Fire.
 

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Pidgin 2.4.2 Lançado!

È com muito orgulho que comunico o lançamento do Pidgin 2.4.2. A lista das mudanças para a versão antiga (2.4.1) pode ser vista no Changelog . Fico bastante orgulhoso de ter ajudado na tradução de uma versão de um aplicativo vencedor em sua categoria na eleição do Linux Journal.

Essa é a primeira versão do Pidgin cuja tradução foi realizada por mim, dando prosseguimento ao ótimo trabalho que vinha sendo realizado por Maurício Collares. Lembro que sugestões e relatórios de erros quanto a tradução são sempre bem vindos.

 

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